Como foi o FliSesc - Festival Literário do Sesc-DF: um resumo para te manter em dia


A primeira edição do FliSesc ocupou a unidade do Sesc 504 Sul em Brasília, nos dias 17 e 18 de outubro, com atividades divididas entre salas de workshop, videoteca e palco principal.
O evento começou com uma conversa belíssima de Cibele Tenório com Paulliny Tort sobre “Os Imortais”. Paulliny contou sobre seu processo de escrita do livro e sobre as experiências que a levaram até o tema. O momento que mais me tocou, de toda a conversa, foi quando Paulliny foi perguntada por alguém da plateia se achava que tinha “chegado lá”, e respondeu: chegar lá é ser feliz.
De tarde, Fabiane Guimarães foi entrevistada junto a Lilian Sais, pela jornalista e também escritora Lara Haje, na mesa “Segredos de Família”. Juntas, as três conversaram sobre as coisas que as motivam a falar sobre famílias em seus livros. Enquanto Sais contou sobre os acontecimentos de sua biografia que a levaram até ali, Fabiane disse que é, decididamente, autora de ficção, mas que os temas que rondam sua família, a maternidade e pessoas que ela conhece, com certeza entram em suas histórias.
Em seguida, Cristiane Sobral se juntou a Ricardo Terto e Natália Zuccala, com mediação de Priscila Caspi, para falar sobre a relação da literatura com as escolas e o mundo dos adolescentes, com o qual cada um dos autores convidados tinha uma relação direta.
No sábado a noite, houve uma sessão de conversa com Pedro Pacífico, o Bookster, que lotou o auditório do Sesc.
Ainda no sábado, teve oficina de escrita criativa com Leila Teixeira, voltada para o desenvolvimento de técnicas de narrativa, prosa e construção de personagens para autores emergentes da região.
No domingo, o jornalista e escritor radicado em Brasília Leonencio Nossa participou da mesa “Grande Sertão: Veredas, a Vida e a Leitura” ao lado do professor e ensaísta Ítalo Moriconi. O painel debateu a presença do Cerrado, a travessia das paisagens físicas do Centro-Oeste e a representação do sertão na formação da identidade literária nacional.
A escritora e pesquisadora Ana Rüsche ministrou uma oficina de criação literária no domingo, com foco na produção prática e na troca entre leitores e escritores.
A formação de leitores locais ganhou destaque com contação de histórias e mediação com nomes atuantes no DF, como a artista Juliana Zancanaro, com a performance Alexandria Conta e Cria.
O encerramento do evento, na noite de domingo, contou com a leitura dramatizada do clássico A Hora da Estrela, apresentada pelo grupo brasiliense Os Dramátikos no auditório do espaço.
Durante todo o evento, tanto a organização quanto autores participantes, o festival ressaltou a urgência de fortalecer feiras e festivais na região Centro-Oeste para dar vazão à produção independente do DF, Goiás e Entorno, reduzindo a dependência dos grandes eventos do eixo Rio-São Paulo.
Em resumo, o evento foi maravilhoso e eu queria ter me multiplicado em três para poder acompanhar todas as mesas e oficinas. Passei o sábado inteiro por lá, mas infelizmente não consegui ir no domingo. Dito isso, não tem problema, porque pretendo ir no próximo! (Ouviu Sesc? Vai ter próximo, né?)




Comentários